quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Acomodar-se

- por Nanda


É horrível quando você se acomoda, se acostuma, à alguma coisa (às vezes contra a sua vontade) porque ela já passou a fazer parte da sua vida. Algumas vezes, com sua enorme força de vontade, você tenta mudar a situação e alguma vezs não consegue. Quando consegue, começa a sentir falta da sensação que aquilo te trazia.

Para exemplificar e ficar mais fácil de entender, vamos dizer que você toma sorvete todos os dias. Todos mesmo, sem pular dias de santos e feriados bancários. Você adora o sabor, a sensação geladinha quando desce pela sua garganta. Só que, um tempo depois, você começa a engordar e ter os problemas de saúde que o sorvete em excesso traz. Aí você toma a decisão de que vai cortar totalmente o sorvete da sua dieta, nem nos feriados bancários você vai sequer olhar para um pote de sorvete.

Depois de algumas semanas, sua abstinência começa a surgir e fica com muita vontade de sorvete. Pensa que vai comer só um pouco e promete que vai parar. Aí começa a se acomodar com a mudança e às vezes pensa na época em que você não conseguia viver sem sorvete, sente saudades e fica até mal por isso.
Trazendo esse exemplo ridículo à vida real, a gente (pelo menos eu) consegue perceber que se livrar de algo que faz mal à você é um progresso enorme e se acomodar com a situação não é tão ruim assim. Sentir falta é uma coisa que faz parte do processo e não tem problema algum, você não precisa se entregar à polícia por isso.

Da próxima vez que sentir falta de alguma coisa que fazia parte da sua vida, como o sorvete, não tenha medo de demonstrar isso. Pode ser que o sorvete também sinta falta de você.

give me some poison, baby!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Chega de graça

- por Fer

Ocupando um lugar entre as melhores, as piadas sobre políticos geralmente conseguem nos tirar algumas boas risadas. Alguns programas de televisão estão sempre "comentando" de forma muito bem humorada os últimos acontecimentos da política brasileira, pena que agora nos privaram dessas risadas. Entenda o por quê:


A lei eleitoral n 9.504/97 proíbe que emissoras de rádio e TV usem "trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação". 

Desde o dia 6 de julho, quando a campanha começou oficialmente, as produções de humor na TV buscam alternativas para lidar com as restrições impostas pela lei eleitoral. A saída recorrente tem sido amenizar o tom das piadas com candidatos ou, em alguns casos, cortar esquetes do roteiro.

De acordo com uma publicação do site O Globo, "o humor na política deve ser preservado". Em entrevista, Gustavo Binenbojm, professor de direito constitucional da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), explica alguns aspectos da lei. 
(Se você quiser ler a entrevista na íntegra, leia a publicação original aqui.)

A lei eleitoral proíbe que programas de rádio e TV "degradem ou ridicularizem" candidatos, provocando mudanças em programas como Casseta & Planeta, CQC e Pânico na TV. Binenbojm lamenta que sátiras políticas estejam perdendo espaço por causa da legislação. E considera um equívoco interromper um eficiente canal de comunicação entre políticos e eleitores. "O humor é um instrumento para atrair o interesse da opinião pública para um assunto", frisa. O professor ressalta que o eleitor tem senso crítico suficiente para saber o que é apenas uma piada. "Se não acreditamos que o cidadão tem capacidade de fazer seu próprio julgamento, estamos caminhando para um regime fascista".

Na prática, o artigo atinge em cheio as brincadeiras realizadas por humoristas. Poderia ser encarada como ofensa, por exemplo, uma pergunta mais ácida de um repórter do "CQC" ou a insistência de Sabrina Sato, do "Pânico na TV", para convencer um candidato a dançar o hit "Rebolation". No caso de uma infração, a multa pode chegar a R$ 200 mil.

É uma pena, pois as sátiras e "piadinhas" eram de fácil entendimento do público, fazendo com que a maioria entendesse o que se passava na política. O que nos resta é compreender e aceitar, já que não se acha R$ 200.000 em qualquer esquina, não é mesmo?

give me some poison, baby!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Família normal?

- por Nanda

Se você é como eu que tem uma mãe maluca, um pai quase entrando no sanatório e uma irmã piradinha, deve gostar de ver (principalmente em séries) que existem famílias piores que a sua. Famílias com pais muito sinceros, mães que tentam resolver os problemas dos filhos de uma forma mais criativa e irmãos que realmente se amam. Algumas séries novas (e que estão fazendo bastante sucesso nos Estados Unidos) mostram esse tipo de família. Com um pouquinho de drama e muita comédia, essas séries ainda vão tomar conta da televisão. Preste atenção nessas.


Modern Family. É a que mais faz sucesso atualmente, do criador Christopher Lloyd (mais conhecido como Doc Brown em De Volta Para o Futuro), é um pseudodocumentário sobre as famílias atuais. Produzida pela Fox, trata destes delicados relacionamentos do século XXI com uma boa harmonia entre delicadeza e humor negro. Ed O’neill é o patriarca, com um novo casamento com uma latina bem mais nova e dois filhos adultos: uma típica mãe da clássica formação da família e um filho, homossexual assumido, com seu parceiro e criança adotada. A série trata de preconceitos, especialmente sentidos pelos personagens, mas que tem que superá-los em prol da convivência e, oras, do amor. Não há lição de moral chatinha, apenas pessoas tentando (e nem sempre conseguindo) ser melhores.


Men of a Certain Age. Essa série não foca muito na palavra 'família' mas mostra de um jeito cômico como os homens (principalmente pais) começam a se comportar depois de uma certa idade. Se você tem um pai bipolar e meio malinha como o meu, vai conseguir entender alguns probleminhas que ele tem assistindo a essa série. É estrelado por Ray Romano, Andre Braugher e Scott Bakula como três melhores amigos com mais de quarenta anos de idade que lidam com as questões da meia-idade. Esses amigos encaram vários desafios. Joe, que agora vive em um hotel, tenta reconquistar os filhos e voltar a namorar enquanto luta contra o vício em jogos de azar que contribuíram para o fim de seu casamento. O solteirão convicto Terry debocha dos problemas doméstico, mas às vezes se pergunta se uma vida solitária é tudo o que ele terá. Owen faz tudo o que pode para aumentar as vendas e manter a calma diante da inacabável reforma em sua casa - aquele que ele mal pode pagar. Mas mesmo com tudo isso, esses homens estão juntos para o que der e vier.


The Middle. Frankie e seu marido, Mike, vivem em Orson, na Indiana, desde sempre. Homem de poucas palavras, Mike é o gerente das escavações e Frankie é a terceira melhor vendedora de carros usados em uma empresa com três empregados. Ela pode não ser uma empresária superpoderosa, mas quando o assunto é sua família, ela faz o possível e o impossível. E com filhos assim, geralmente ela tenta o impossível. Temos Axl, seu filho adolescente semi-nudista (concebido ao som de Guns N' Roses), Sue, a adolescente esquisita que falha em tudo que tenta fazer mas sempre tem a palavra final e Brick, o garoto de sete anos cuja melhor amiga é sua mochila de escola.

Assista à alguns episódios e você, finalmente, conseguirá entender sua família (ou não, né?).

give me some poison, baby

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Com aço ou sem aço?

- por Fer

Todo dia no colégio a Nanda inventa de falar alguma coisa meio fora de hora. Como na semana passada em que ela resolveu perguntar num tom meio alto pra mim: "O que você postou no blog ontem?" justamente no momento em que a turma inteira parou de fazer bagunça e resolveu calar a boca. Sabe aqueles silêncios repentinos, em que todo mundo fica quieto de uma hora para outra e então alguém fala algo que ninguém entende ou que todo mundo dá risada? Pois é, dessa vez foi a Nanda. E como todo mundo tava meio ~desligado~, quem ficou rindo por alguns minutos foi eu e ela. Enfim!

Hoje, lá veio a Nanda novamente, soltando mais uma de suas novas expressões ou comentando algo além do entendimento de alguns de nós. Enquanto um colega nosso tampava nossa visão, nos impedindo de copiar as coisas do quadro, qualquer ser normal falaria um "sai da frente", um "ô filho de vidraceiro", ou um "ô, tá pensando que é transparente?". Mas ela falou um "ô espelho sem aço!".

Eu e meus colegas mais próximos ficamos intrigados. "Espelho sem aço? WTF, Nanda?!" E então ela nos deu uma explicação sobre composição e formação de espelhos. (...) É. Segundo ela, espelho sem aço seria vidro. Depois de termos ganhado um Ph D. em espelhos, virei-me para ela e disse: "Tá aí! Me deu uma ideia pro meu post de hoje." Foi a vez dela de me perguntar "WTF, Fer?!".

Tudo isso foi uma introdução para o post. O que o espelho tem a ver com isso? Ora, eu queria lhes perguntar se vocês são espelhos com aço (espelho normal) ou espelhos sem aço (vidro). Acompanhem meu raciocínio:


Pessoas "espelhos com aço" são aquelas que refletem tudo o que chega até elas, como se tivessem uma forma de escudo protetor ao redor de si. São como fortalezas infiltráveis que não se deixam abater por qualquer tipo de coisa e/ou opinião alheia. Se dizem fortes, mas não se lembram de que todo espelho um dia quebra, e que quando quebra, dá 7 anos de azar. Sería mesmo essa fortaleza tão forte assim?

Pessoas espelho sem aço, vulgo vidros, são aquelas pessoas transparentes. Se deixam afetar por várias coisas, e também permitem que seus sentimentos, pensamentos e emoções fiquem à flor da pele a ponto de que qualquer outra pessoa possa perceber o que acontece com ela. São péssimas no quesito camuflagem, porém todos podem enxergar através delas e ver o que elas têm de mais sincero. O que também as torna vulneráveis.

Até que ponto é bom ser com aço? Até que ponto é bom ser sem aço? Se você analisar bem, pode até encontrar alguma lógica nisso tudo. São meras comparações, é verdade. Mas e aí? Você é com aço ou sem aço?

UPDATE: Deixando nossos espelhos de lado, vocês já perceberam o quanto garrafas pets podem ser úteis na sua vida? Elas tem várias funções, como dar água na sua boca, ser usada na reciclagem, servir de porta lápis ou até mesmo de vasinho de mesa... Mas a sua mais nova utilidade foi arremessá-las na cabeça de pessoas irritantes. E a cabeça de teste foi a do Justin Bieber! Como ninguém tinha pensado isso antes?


"Ai! Isso não foi muito bom." Mas a pontaria foi ótima, né?
give me some poison, baby!

domingo, 8 de agosto de 2010

Dia dos Pais

- por Nanda


Em agosto muitas datas comemorativas já passaram e as poucas que restaram (que realmente valem a pena) não podem deixar de ser comentadas. Hoje, segundo domingo de agosto, dia dos pais. O que o seu pai significa pra você? Aqueles que não têm pai podem sentir um vazio nesse dia, mas nada como uma mãe que desempenha os dois papéis possa ser presenteada com um abraço gostoso. Como vocês sempre souberam, aqui no Poison Ivy cultura é lei, então aprendam um pouquinho sobre o dia dos pais.

A origem do Dia dos Pais
Ao que tudo indica, o Dia dos Pais tem uma origem bem semelhante ao Dia das Mães, e em ambas as datas a idéia inicial foi praticamente a mesma: criar datas para fortalecer os laços familiares e o respeito por aqueles que nos deram a vida.

Conta a história que em 1909, em Washington, Estados Unidos, Sonora Louise Smart Dodd, filha do veterano da guerra civil, John Bruce Dodd, ao ouvir um sermão dedicado às mães, teve a idéia de celebrar o Dia dos Pais. Ela queria homenagear seu próprio pai, que viu sua esposa falecer em 1898 ao dar a luz ao sexto filho, e que teve de criar o recém-nascido e seus outros cinco filhos sozinho. Algumas fontes de pesquisa dizem que o nome do pai de Sonora era William Jackson Smart, ao invés de John Bruce Dodd.

Já adulta, Sonora sentia-se orgulhosa de seu pai ao vê-lo superar todas as dificuldades sem a ajuda de ninguém. Então, em 1910, Sonora enviou uma petição à Associação Ministerial de Spokane, cidade localizada em Washigton, Estados Unidos. E também pediu auxílio para uma Entidade de Jovens Cristãos da cidade. O primeiro Dia dos Pais norte-americano foi comemorado em 19 de junho daquele ano, aniversário do pai de Sonora. A rosa foi escolhida como símbolo do evento, sendo que as vermelhas eram dedicadas aos pais vivos e as brancas, aos falecidos.

A partir daí a comemoração difundiu-se da cidade de Spokane para todo o estado de Washington. Por fim, em 1924 o presidente Calvin Coolidge, apoiou a idéia de um Dia dos Pais nacional e, finalmente, em 1966, o presidente Lyndon Johnson assinou uma proclamação presidencial declarando o terceiro domingo de junho como o Dia dos Pais (alguns dizem que foi oficializada pelo presidente Richard Nixon em 1972).

No Brasil, a idéia de comemorar esta data partiu do publicitário Sylvio Bhering e foi festejada pela primeira vez no dia 14 de Agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família. Sua data foi alterada para o 2º domingo de agosto por motivos comerciais, ficando diferente da americana e européia.

Mesmo que no Brasil todas as datas comemorativas tenham um lado comercial, nada melhor do que um dia específico para deixar a vergonha de lado e agradecer ao seu pai por tudo o que ele fez por você até hoje. Afinal, alguns filhos são duro de aguentar e por isso os pais são verdadeiros heróis!
give me some poison, baby

sábado, 7 de agosto de 2010

Em cartaz: Salt

- por Fer



Sempre adorei os filmes da Angelina Jolie! Acredito que ela seja a melhor atriz de ação, e se alguém um dia quiser superá-la, vai ter que se empenhar muito.  Dona de uma filmografia imensa, Jolie obteve grande destaque nos filmes Tomb Raider (1 e 2), Sr. & Sra. Smith, O Procurado, e recentemente em A Troca. Mesmo sendo esse mulherão e obtendo muito sucesso como atriz principal nos filmes, ela também já fez papéis de dublagem em filmes infantis, como em O Espanta Tubarões (voz de Lola) e em Kong Fu Panda (voz de Mestre Tigresa). Sem falar nos vários prêmios já recebidos pela atriz, como Oscar, Globo de Ouro, Satellite Awards e Screen Actors Guild Awards, geralmente na categoria "Melhor Atriz Coadjuvante".

A atriz agora estrela "Salt", da Columbia Pictures, um moderno suspense de espionagem. Antes de se tornar agente da CIA, Evelyn Salt (Jolie) prestou juramento de servir e honrar o seu país. Ela colocará o seu juramento em prática, quando um desertor russo a acusa de ser uma espiã russa. Salt foge, usando todas as sua habilidades e anos de experiência como agente infiltrada para conseguir escapar dos seus inimigos, proteger o seu marido e fugir dos seus colegas da CIA. 


Daí em diante, prepare-se para muitas reviravoltas na história - mas muitas mesmo -, além de perseguições, explosões e tudo mais que um filme do gênero costuma ter. A diferença é que, ao invés de um protagonista, aqui temos uma mulher.


Aliás, se há algo que Angelina consegue provar neste longa é que pode disputar de igual para igual com qualquer outro astro do sexo masculino o lugar de estrela dos filmes de ação. Ao contrário de suas produções anteriores, como "Sr. e Sra. Smith" e "O Procurado", aqui ela abandona a postura de bad girl e mulher fatal que lhe é comum para assumir uma fisionomia mais frágil. O que a torna mais convincente.

O filme está em cartaz nos cinemas, e é uma boa pedida para o fim de semana. Assista ao trailer: 



give me some poison, baby!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Marcelo, Marmelo, Martelo

- por Nanda


O novo single da Taylor Swift, Mine, vazou na net ontem. O filme 3D que conta a vida de Justin Bieber sai ano que vem (e ele fez um clipe de Love Me dedicado às fans). Zac Efron, Vanessa Hudgens e a Dakota Fanning estão apoiando uma campanha contra o câncer. Lilly Allen está grávida e teve uma manchete gigante no 'The Sun' (jornal britânico famoso) anunciando isso . Emma Watson cortou o cabelo beeeem curtinho e diz que foi libertador ter feito isso e que fará mais vezes. Dizem que Amy Winehouse vem cantar toda bêbada aqui no Brasil. Depois de resumir 2 dias de novidades em um parágrafo pra vocês, vamos ao assunto principal.

Quando eu era criança, logo que aprendi a ler, lia tudo o que aparecia na minha frente. Desde livros de receitas, legendas de filmes até placas de carros e letreiros de lojas. Conforme fui crescendo (mentalmente, para os piadistas que me chamam de baixinha) isso acabou se tornando um hobby pra mim. Quando tinha lá meus 6 anos, ganhei um livro da história 'Marcelo, Marmelo, Martelo'. Eu lia e relia aquele livro quantas vezes podia. Infelizmente, quando me mudei, tive que doar o livro. Ele estava velho e meio acabadinho. Aí minha irmã comprou um livro, da mesma autora, daquela coleção 'Para Gostar de Ler'. Só tem histórias curtinhas, engraçadas e infantis. E, pra minha alegria, tinha a história que marcou tanto minha infância. Há alguns dias não conseguia dormir e li a história de novo e resolvi dividí-la com vocês e, se eu tiver sorte, encontrar mais pessoas que tenham lido e gostem tanto da história como eu.

Nesse link tem a história inteira e com as ilustrações originais (do meu primeiro livro). A história é curtinha e muito divertida. Eu recomendo!

give me some poison, baby!