domingo, 13 de março de 2011

Expectativas

- por Nanda

Também não sei qual o propósito da imagem
Sabe o que as pessoas dizem sobre expectativas: quanto maior forem, maior a decepção. E, eu, como uma mera adolescente nesse mundo doido, tenho que concordar. Expectativa, numa concepção meio pessoal, é quando você espera tanto por uma coisa, imagina e idealiza tanto um acontecimento e, na hora que acontece, nem é/foi tudo aquilo que você esperava.

Até me atrevo a pensar que, essas pessoas que idealizam tudo no grau mais alto da sua imaginação, tiveram a vida tão perfeita que acham que tudo será sempre do jeito que elas querem. Ou ainda, a pessoa passou por tantos problemas difíceis na vida que preferem encontrar um ponto positivo em qualquer situação. E a última opção acho pouco provável porque, geralmente, quem já teve muitas decepções, já esperam que elas aconteçam.

Não estou dizendo que é errado idealizar. Até porque, criar expectativas faz com que você fique com aquela ansiedade, aquele friozinho na barriga. Como grande sonhadora que sou, jamais diria pra você não criar expectativas (que também é uma forma de sonhar). Só estou lhe dizendo para deixar suas expectativas beeeem pequenas. Quanto mais incerto for o acontecimento, menor elas devem ser, afinal, ninguém gosta de se decepcionar.

Então, não é muito melhor viver um dia de cada vez, não esperando nada de ninguém e ser surpreendido sempre (tanto positiva quanto negativamente)? Acho que a vida de incertezas é muito melhor e mais fácil. E te digo mais: quem menos espera é quem é mais feliz.

give me some poison, baby!

sábado, 12 de março de 2011

Conversa entre duas crianças

- por Fer
— E aí, véio?


— Beleza, cara?

— Ah, mais ou menos. Ando meio chateado com algumas coisas.

— Quer conversar sobre isso?

— É a minha mãe. Sei lá, ela anda falando umas coisas estranhas, me botando um terror, sabe?

— Como assim?

— Por exemplo: há alguns dias, antes de dormir, ela veio com um papo doido aí. Mandou eu dormir logo senão uma tal de Cuca ia vir me pegar. Mas eu nem sei quem é essa Cuca, pô. O que eu fiz pra essa mina querer me pegar? Você me conhece desde que eu nasci, já me viu mexer com alguém?

— Nunca.

— Pois é. Mas o pior veio depois. O papo doido continuou. Minha mãe disse que quando a tal da Cuca viesse, eu ia estar sozinho, porque meu pai tinha ido pra roça e minha mãe passear. Mas tipo, o que meu pai foi fazer na roça? E mais: como minha mãe foi passear se eu tava vendo ela ali na minha frente? Será que eu sou adotado, cara?

— Como assim, véio?

— Pô, ela deixou bem claro que a minha mãe tinha ido passear. Então ela não é minha mãe. Se meu pai foi na casa da vizinha, vai ver eles dois tão de caso. Ele passou lá, pegou ela e os dois foram passear. É isso, cara. Eu sou filho da vizinha. Só pode!

— Calma, maninho. Você tá nervoso e não pode tirar conclusões precipitadas.

— Sei lá. Por um lado pode até ser melhor assim, viu? Fiquei sabendo de umas coisas estranhas sobre a minha mãe.

— Tipo o quê?

— Ela me contou um dia desses que pegou um pau e atirou em um gato. Assim, do nada. Maldade, meu! Vê se isso é coisa que se faça com o bichano!

— Caramba! Mas por que ela fez isso?

— Pra matar o gato. Pura maldade mesmo. Mas parece que o gato não morreu.

— Ainda bem. Pô, sua mãe é perturbada, cara.

— E sabe a Francisca ali da esquina?

— A Dona Chica? Sei sim.

— Parece que ela tava junto na hora e não fez nada. Só ficou lá, paradona, admirada vendo o gato berrar de dor.

— Putz grila. Esses adultos às vezes fazem cada coisa que não dá pra entender.

— Pois é. Vai ver é até melhor ela não ser minha mãe mesmo... Ela me contou isso de boa, cantando, sabe? Como se estivesse feliz por ter feito essa selvageria. Um absurdo. E eu percebo também que ela não gosta muito de mim. Esses dias ela ficou tentando me assustar, fazendo um monte de careta. Eu não achei legal, né. Aí ela começou a falar que ia chamar um boi com cara preta pra me levar embora.

— Nossa, véio. Com certeza ela não é sua mãe. Nunca que uma mãe ia fazer isso com o filho.

— Mas é ruim saber que o casamento deles não está dando certo... Um dia ela me contou que lá no bosque do final da rua mora um cara, que eu imagino que deva ser muito bonitão, porque ela chama ele de 'Anjo'. E ela disse que o tal do Anjo roubou o coração dela. Ela até falou um dia que se fosse a dona da rua, mandava colocar ladrilho em tudo, só pra ele passar desfilando e tal.

— Nossa, que casamento bagunçado esse. Era melhor separar logo.

— É. Só sei que tô cansado desses papos doidos dela, sabe? Às vezes ela fala algumas coisas sem sentido nenhum. Ontem mesmo, ela disse que a vizinha cria perereca na gaiola... já viu... essa rua só tem doido...

— Ixi, cara. Mas a vizinha não é sua mãe?

— É mesmo! Tô ferrado de qualquer jeito.


give me some poison, baby!

sexta-feira, 11 de março de 2011

O Início

- por Nanda

Algumas pessoas dizem que se apaixonam à primeira vista. Outras, ao primeiro toque. Mas, na verdade, o que mais fica na memória não é o que você vê nem o primeiro contato, mas sim o cheiro. Quando o cheiro realmente te atrai, até quando você não está nem sequer pensando naquela pessoa, se você sente um cheiro parecido com o dela, seu subconsciente logo lhe trará à cabeça a imagem da pessoa amada. Explica-se melhor por uma história? Pois bem.

E lá está ele, com o olhar perdido em direção a rua, com um sorriso de quem acha que a vida tenta sempre testá-lo. Ele adora isso. Adora desafios. É quando pode se sentir vivo. "Quem nunca levou um soco na cara ou teve apenas suas mãos para se manter vivo em meio a um mundo em que seres não nasceram para ser dóceis diante da presença humana, não se encontrou como homem".

É só mais um de seus pensamentos atravessando a janela.
É sexta. Já guardou sua armadura de trabalho. Já cessou com o que não vê como trabalho, mas viveria disso sem problemas. Sim. Ele toca. Não quer ficar em casa. Quer sentir o vento. Talvez beber algo naquele bar que toca o som que lhe agrada. Veste qualquer coisa. Jeans, camiseta e uma jaqueta. Ele agradece o frio. O bar está cheio. De um lado caras tentando ser super simpáticos, de outro, mulheres e seus escudos. Ele vai até o balcão. Só está interessado no solo de guitarra e na sua bebida agora. “Mas por que aquela garota está encarando?” Ele não percebeu, mas desde que entrou ela está o observando. Não é muito bonito, nem sequer procurou se vestir muito bem pra sair. Ela viu um cara confiante, transpirando segurança. Não está forçando a barra com conversas fiadas como os outros quatro que já chegaram nela. Nem sequer conversou com ele, mas sente que vale a pena. Ele levanta. Está indo na sua direção. Ela pensa: "Ai, meu Deus. E agora?". Ele pega uma cadeira que está próxima e coloca um pouco retirado da mesa dela, senta e não fala nada. Agora ele está bem próximo da banda. No fundo só quer saber o porquê do olhar dela. Ela vê que ele está aproveitando o som, mas finge não notá-lo. Inconscientemente seu corpo fala por ela. Está inquieta. Mexe no cabelo a todo instante. Volta o corpo para ele, mas não o rosto. Ele se diverte com isso. Sabe exatamente o que está acontecendo. Ela é muito bonita. Ele se interessa. É como se soubesse cada próximo movimento dela. Os olhares se encontram. Ele não desvia. Ela mantém por poucos instantes e olha para o chão rapidamente. Um sorriso quase que imperceptível se faz. Já é o suficiente para ele. Vai até ela. Ela se vira para o pequeno palco, como se estivesse prestando atenção na banda. Ele pára do seu lado e faz o mesmo. "Eu adoro essa música" ele diz, sem olhar para ela. "O que? Falou comigo?""Você não acha essa música o máximo?". Ela apenas sorri. Ele estende a mão e se apresenta. Ela faz o mesmo. Ela tem um aperto de mão firme. Olhos nos olhos. Desliza levemente a mão. "Essa é a garota!". A conversa. O jogo. Ela quer parecer difícil. Isso o excita. No fim eles esquecem a bebida, o som, o lugar. Quase esquecem de respirar. Não conseguem parar de olhar para os lábios um do outro. O perfume dela chega quase a provocar seu paladar. Não há mais porque resistirem. Sabem que vão tão longe quanto seu desejo permitir.
Tiago Ferraz Alves 


give me some posion, baby!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Desescute

- por Fer

Quem nunca ficou com uma música cravada na cabeça o dia todo? Você acorda de manha e lá está a música cantarolando no seu cérebro. Ela torna seu dia totalmente improdutivo e parece impossível remover este câncer mental, não importa o que você faça. Situação lamentável, não é? Mas tenha calma, nem tudo está perdido ainda! Graças ao bom cérebro de pessoas eficazes, surgiu uma ferramenta super prática que, eu lhe asseguro, vai resolver os seus problemas de impregnação de música chata na cabeça.


O Desescute é um website de utilidade pública que traz uma solução baseada nos mais recentes estudos científicos sobre Impregnação Melódico-Cerebral: ele substitui uma música chiclete em seu cérebro por outra ainda pior (é cada música tensa - desde aquelas do tempo da sua avó até aquelas que você dançava quando era criança - que você chega a dar risada de certas letras!).


Simples, prático e rápido. Tome quantas pílulas quiser!
@desescute
give me some poison, baby!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Histórias Fascinantes

- por Nanda

Sempre que ouvimos algumas histórias meio doidas, ou ficamos impressionados ou pensamos 'Não, isso não aconteceu! Que mentira!'. Só que tem algumas dessas histórias que, além de serem comprovadas cientificamente, tem fotos. Você consegue não acreditar nessas histórias?

'Arco' de Arco-Íris


Um arco-íris horizontal ocorre sobre uma rara confluência de hora e lugar certo do sol e das nuvens. Cristais encrustrados nas nuvens refratam a luz em várias ondas visíveis do espectro mas somente se forem dispostas corretamente em relação ao chão. Devido a raridade de todos esses eventos acontecerem ao mesmo tempo, há raras fotos desse fenômeno notável.


Baleia Mais Solitária do Mundo


Ela não é como qualquer outra baleia. Ao contrário de todas as baleias, ela não tem amigos. Não tem uma família e não pertence à nenhuma tribo, gangue ou conjunto. Ela não tem um amante e nunca teve um. Suas canções vêm em grupos de 2-6 chamadas, durando 5-6 segundos cada. Mas sua voz é diferente das outras baleias. É única - enquanto o resto da sua espécie comunica-se entre 12 e 25Hz, ela canta à 51.75Hz. E esse é o problema: nenhuma outra baleia consegue ouví-la. Cada um de seus chamados desesperados para tentar se comunicar permanece sem resposta. Cada grito ignorado. E a cada canção solitária, ela fica mais triste e frustrada, suas notas indo cada vez mais profundas e desesperadas com o passar dos anos.


Casa Real de 'Up - Altas Aventuras' Voando de Verdade


De um novo show chamado 'Quão difícil pode ser?', as pessoas da National Geographic fizeram uma réplica da casa flutuante de 'Up - Altas Aventuras', adicionando 300 balões de hélio. E a cassa 'não tão de verdade' (é de 16x16 metros'), conseguiu atingir uma altura de 10.000 pés, voando por cerca de uma hora. Nenhum comentário ainda sobre crianças ou animais escondidos na varanda.


p.s.: Gostaram do novo look do blog?
give me some poison, baby!

terça-feira, 8 de março de 2011

Quando o consumismo toma conta

- por Fer

Aproveitando que hoje é o dia internacional da mulher (parabéns para nós!), nada melhor do que falar das nossa vontades e desejos. Às vezes inesplicáveis, pois surgem do nada. Às vezes insistentes, pois há tempos vagam pela nossa cabeça. Como eleitos de hoje, vamos todas juntas conjugar os verbos comprar, adquirir, ter, possuir. Trocando em miúdos: consumismo. Gostou? Eu também.

Oh, Deus! Explicai-nos como combater essa vontade que vem do fundo da alma e se espalha pela pele, nos deixando elétricas, atiçadas, malucas pelo objeto de desejo. Objeto este muitas vezes considerado inútil e desnecessário pelos homens, mas só nós mulheres para entendermos o quanto ele é essencial e importante em nossas vidas.

E não com o objetivo de falar do lado doentio da coisa (sim, meninas! Quando num estágio avançado, o consumismo pode ser considerado como doença - vide bula do seu cartão de crédito), quero tratar desse tal de consumismo como algo bom, que faz bem pra pele e pro ego. Afinal, existe coisa melhor que um belo dia de compras? Vamos responder em uníssono: NÃO!

Eis que o fato de adquirir uma bolsa, um sapato, um esmalte ou até mesmo uma maquiagem nova nos deixa fortalecidas, renovadas, sentindo como se tudo estivesse ao nosso alcance. E diga-se de passagem: está. Até porque, quando uma mulher está em dia com o seu bem-estar, tome cuidado, pois ela se torna invencível. Algumas podem até negar, mas o fato é que a mulher já nasce com essa coisa de precisar sentir-se bem, bela e bonita. Mas isso não quer dizer que seja para os homens, não hein... Precisamos estar bem conosco mesmas, numa ligação corpo e alma, e se isso incluir passar uns 20 creminhos por dia, que seja! 

Uma das coisas que rodeia constantemente o universo feminino é a tal da insegurança. E a partir do momento em que colocamos um pelo par de salto alto, nos vestimos da maneira que gostamos (tudo dentro do bom senso, é claro) e nos sentimos bonitas, passamos a nos sentir bem e felizes. Fútil ou não, a verdade nua e crua é essa. E não se sinta mal por isso! Se algum dia te chamarem de fútil e/ou materialista, diga com todas as letras: sou mesmo, e daí?! A menos que essa pessoa seja quem paga as faturas do seu cartão de crédito, sinta-se à vontade para mandá-la passear naquele lugar. Afinal, desde quando fútil virou sinônimo de esnobe e insensível?

Agora, sabe o que é pior mesmo? É que nunca estamos satisfeitas. Não importa o quanto temos, sempre queremos mais. Falta aquele lá... Pois é. Mas quem foi que disse que queríamos que isso tivesse um fim?

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segunda-feira, 7 de março de 2011

Ótimos Motivos para não Trair

- por Nanda


Sábado, um aplicativo do Facebook chamado 'Conselhos da Vovó' me disse que "Homem que trai, piu-piu cai". E aí, numa reflexão sobre o assunto cheguei à conclusão que bem que isso podia ser verdade. E, na sexta-feira anterior à esse episódio, um amigo me mandou um site (como dica de assunto para o blog) com uma lista de motivos para não trair. E, em uma outra reflexão, sobre essa lista, só por ela existir que dizer que muita gente trai, né? E eu acho isso uma coisa horrível, porque, a pessoa que é traída se sente um lixo, acha que é insuficiente pro parceiro... E quem trai deveria, realmente, ter o piu-piu cortado fora (no caso dos homens) porque é coisa de gente que não se decide o que realmente quer da vida: namorar sério ou sair galinhando por aí. Bem, vamos à lista.


Atenção: a lista inclui situações que dizem respeito ao “homem (ou mulher) da sua vida” mas isso não siginifica uma autorização para trair aquele simples paquera, o cara/garota com quem você está apenas “ficando”. Eis então sete bons motivos a favor da monogamia:

1. Com o tempo, os beijos tendem a melhorar: isso porque um conhece melhor o outro, o casal se entende, compreende os desejos físicos do outro e portanto, o relacionamento íntimo só tende a melhorar.

2. As carícias entre um casal que está junto há muito tempo acontece de modo natural, não tem mais aquele constrangimento e um simples abraço é como um refúgio, longe de tudo e de todos.

3. Ambos podem se sentir mais livres quanto ao cuidado quase que obsessivo do aspecto físico: evidentenmente, isso não siginifica um desleixo absoluto e sim, que podemos evitar algumas loucurinhas na esteticista…

4. Um relacionamnto aberto, onde a traição é encarada como algo normal, não é para todo mundo: poucas mulheres seriam capazes de controlar o ciúmes inevitável em uma situação open. Ou não?

5. Por outro lado, trair no modo tradicional, isso é, escondido, é um comportamento que corre o risco de se tornar um hábito, ou melhor, um vício. E a culpa nunca pode fazer alguém viver bem.

6. A monogamia faz bem ao mundo: se todas (e todos) fossem fiéis, não deveríamos nos preocupar sobre o que o nosso namorado ou marido está fazendo quando sai com os amigos.

7. A monogamia tem siginificados elevados: fidelidade, confiança, respeito, honra. São palavras que podem deixar qualquer um orgulhoso mas que ao mesmo tempo, devem corresponder aos fatos.

Espero que essa lista tenha sido bastante convincente. Ah! E só porque é Carnaval, não é motivo pra sair beijando todo mundo se você estiver num relacionamento sério. Agora, se estiver solteiro (a) pode sair beijando qualquer um que aparecer na sua frente: afinal, é pra isso que serve o Carnaval!

give me some poison, baby.