quinta-feira, 21 de julho de 2011

Until the very end

- por Fer

Demorei, eu sei, mas assisti. Finalmente assisti o filme mais esperado do ano: Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2. Praticamente uma semana após a estréia, lá estava eu encarando fila (sim! muita fila!). "Pô, Fer! Mas você é tão viciada em Harry Potter e foi assistir o último filme uma semana depois de ele ter estreado?" Pois é, gente. Por mim eu estava lá na pré-estreia, berrando feito doida, dormindo no chão na frente da sala do cinema... Mas não deu. Acontece que, quando a cidade em que você mora não tem um mísero cinema sequer (acreditem, é verdade), a sua vida de fã alucinado se complica um pouco no quesito filme. 

Contratempos referentes à distância superados, o problema foram as filas. Isso mesmo, queridos leitores! Peguei a primeira sessão do dia, e exatamente 2 horas antes do cinema abrir, já tinha gente fazendo fila. Entendam que isso era só para entrar no recinto. Eis que, passado algum tempo, a entrada é liberada. Adivinha o que aconteceu? Todo mundo CORRENDO feito louco para formar mais um fila, dessa vez para comprar os ingressos. Como eu e minha amiga (beijo, mp!) somos muito ágeis, fomos umas das primeiras a serem atendidas. Depois disso, fila pra comprar pipoca. E fila de novo para entrar na sala.

Quanta demora, e quanta gente! Ao todo, eram 3 filas super muvucadas dentro daquele cinema (a da pipoca, a da bilheteria e a da sala). Imaginem sua blogueira no meio disso tudo, morrendo de calor, querendo sentar, ansiosa pelo filme e quase tendo um ataque. Como se tudo isso não bastasse, eis que um cidadão ignorante fica atrás de mim na fila, conversando com o que eu acho que era uma amiga (que aparentemente foi arrastada por ele até o cinema), e começa a falar asneiras:

"Sabe, eu acho que na estreia nem tinha tanta gente assim. Todo mundo deve ter pensado 'ah, vai ter muita gente na estreia, vou outro dia', e por isso tá cheio hoje." (Esse cinema ficou tão lotado no dia da estreia que até passaram uma reportagem no jornal local.)

"Ai, eu nem gosto muito de Harry Potter. Até tem dois livros dele lá em casa, mas nunca tive paciência pra ler nenhum. Acho tudo muito enrolado, muito chato. Vou ver esse filme só porque é o último mesmo, nem vi a primeira parte."

"Será que aquela mulher ficou rica? A que escreveu os livros?"

(os gifs são as minhas expressões naquele momento)

A sorte dele é que eu não carrego uma bazuca dentro da bolsa. E o melhor ainda está por vir: como nos atrasamos pra entrar na sala (valeu, mp!), só conseguimos encontrar dois lugares que pareciam bons: adivinhem do lado de quem? Desse babaca! Fiz um charme pra minha amiga e ela concordou em sentar do lado dele, e eu do lado de outro menino, mais novo. Grande erro, meus caros! O babaca número 1 (o da fila) não abriu a boca durante o filme, enquanto o babaca número 2 (o que tava do meu lado dentro da sala) comentou o filme inteiro com um suposto amigo dele.

"Nossa cara, que tesão!" - Ele sobre os ataques dos dementadores.
"Olha aí o filho da p**a!" - Ele sobre o Snape.
"A Nagini é uma horcrux." - Ele narrando o filme e sendo insuportável.
"Tá na sala precisa." - Ele pedindo pra levar um soco.

Agora deixemos os babacas de lado e vamos às coisas legais que aconteceram: que tal uma lista de Melhores Momentos?

• Quando a prof. Minerva e os demais professores conjuram os feitiços de proteção para Hogwarts.

• O beijo do Rony e da Hermione - Todos no cinema aplaudiram! Foi tipo... AHHHHHH!

• Neville debochando do exército de Comensais da Morte.

• A risadinha do Voldemort. 

• A verdade sobre o Snape.
("Você tem os olhos da sua mãe")

• Papais e mamães levando a nova geração de bruxos ao Expresso de Hogwarts. - Mais aplausos, e muito choro.

Se eu chorei? Horrores. Tem gente que acha bobagem você sentir tudo isso por uma série de livros e filmes, acha ridículo os fãs fazerem todo esse alvoroço... Expressarei meu desprezo por vocês que pensam assim com uma única frase: Harry Potter só não tem sentido pra quem é trouxa. Esse sentimento de fã tem é uma das coisas mais puras que existe. E como o próprio Dumbledore disse: não é porque algo acontece na sua mente que isso significa que esse algo não possa ser real. E também não é só porque o último filme foi lançado que Harry Potter será esquecido. Enquanto existirem fãs dispostos a levar tudo isso adiante, dispostos a reviverem cada página dos livros e cada cena dos filmes, não haverá um fim. Nunca haverá. 

"Will you stay with me?"
"Until the very end."
"Vocês ficarão comigo?"
"Até o fim."


give me some poison, baby!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Saudade

- por Nanda


Muita gente deve estar pensando que eu vou escrever litros de coisas sentimentais aqui. Saudade de alguém que eu gosto muito, de um parente que já se foi, da minha cadelinha que morreu há 2 anos atrás... Han-han, gente. Minha saudade é bem mais superficial que tudo isso. Sinto saudade do VERÃO. Pode ser bobagem para alguns, mas eu sinto muita saudade de ficar fora de casa o dia inteiro, viajar, ficar dentro da piscina a tarde inteira, ficar bronzeadinha, usar biquíni... 

Sabe, numa aula de inglês, a gente tava lendo um texto que dizia que o inverno deixava a gente triste. Todo aquele frio, aquela vontade de não fazer nada e ficar embaixo das cobertas o dia inteiro faz você ficar meio deprimido. Enquanto isso, no verão, o que você mais quer é sair de casa, você fica ativo, quer fazer milhões de coisas ao mesmo tempo. E eu adoro isso!

No verão você não precisa usar 5 blusas de frio e ainda sentir aquele ventinho gelado. Você não sente vontade de criar uma proteção pro seu nariz que está quase necrosando. Aquelas gripes safadas que insistem em tomar conta de toda a sua energia por uns três dias são praticamente inexistentes (a não ser que você seja muito azarado). 

Eu amo aquela sensação de que, você estar usando uma camiseta leve, um short e um par de havaianas nos seus pés são mais do que suficientes. E isso pode ser loucura, mas eu também adoro sair do banho e sentir aquela ardência nos ombros porque esqueci de repassar o protetor solar.

Adoro quando a gente está quase chegando na praia, quando meus primos começam a ficar agitados. Posso parecer esquisita agora, mas adoro quando você pisa na areia e seu pé queima tanto que, ao invés de você colocar o chinelo, tudo o que você quer é sair correndo descalça mesmo para a água. Adoro aquelas marquinhas vermelhas que ficam debaixo dos nossos olhos. Chupar picolé na praia (apesar de ser supervalorizado) está no topo da minha lista de coisas preferidas.


Mas, enquanto todos esses sentimentos, sensações e realizações ainda não podem acontecer, eu fico aqui: sentada na frente do computador o dia inteiro, sentindo falta do verão.

give me some poison, baby!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Coturnos: usar ou não usar?

- por Fer
Esse post foi feito com o objetivo de mudar a opinião de muitas pessoas (inclusive a das minhas melhores amigas) que têm um sério preconceito com esse tipo de botas: os coturnos. Afinal, por que é que tanta gente não gosta deles?
Originalmente, os coturnos eram usados por militares em atividades de combates. Isso porque eles eram feitos de um couro especialmente tratado (para tornar-se impermeável), evitavam escorregões, davam estabilidade aos tornozelos (impedindo torções) e protegiam os pés. Tempos depois, algumas tribos como grunges, góticos, rockeiros e punks adotaram a peça como item básico de seus looks. E foi a partir disso que  o coturno virou uma espécie de sinônimo de grosseria para algumas pessoas. Não para mim.
Os coturnos estão se tornando peças cada vez mais ecléticas, e por isso caíram no gosto da moda. Hoje, além da cor preta, podemos encontrar modelos coloridos e até estampados. Ou seja: o lado grosseiro da peça foi eliminado, e hoje ela é vista como uma bota qualquer. Porém, com a vantagem de ter uma durabilidade e conforto muito maiores do que as outas botas. E é por essa vida útil duradoura que eles podem dar aquela sensação vintage.
O único problema é que quando você fala em usar coturnos, as pessoas já te imaginam assim:
... e esquecem que esse é apenas um dos vários jeitos de usá-los. Dá pra notar que esse é um perfil de pessoa que provavelmente curte um heavy metal. Porém, você não precisa ter uma atitude punk para usar um coturno. Tanto é que essa peça está presente cada vez mais em looks urbanos e moderninhos. E, em alguns casos, junto de peças super femininas e delicadas.

Agora, esqueça um pouco esse lado punk e radical. Abra-se à novas formas de uso, e imagine o coturno de uma forma mais natural, mais "usável". Algo assim:
... e assim:
... e assim:

Você pode até perceber referências ao estilo grunge e rocker nesses looks, mas veja que eles são combinados com peças neutras, o que não deixa o look tão pesado assim. E é disso que eu estou falando. É nessa tecla de mistura de padrões que eu venho batendo há tanto tempo. Uma peça pode adquirir significados diferentes, e tudo depende de como e quando ela é usada.  Então, que tal olhar por um outro ângulo antes de julgá-la? Experimente!

give me some poison, baby!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O Fim de uma Era

- por Nanda


Todos os adolescentes que cresceram no meio do mundo de Harry Potter, vendo só os filmes, lendo os livros, lendo fanfics, notícias sobre os atores, o que for; sabe que vai chorar muito no final desse último filme. Essas pessoas sabem que em julho do ano que vem, não vai ter outro filme da série esperando pela gente no cinema. J.K. Rowling ainda dá esperança dizendo que talvez escreva outros livros, mas e quem garante? Então, por enquanto, a gente deve se contentar com os 7 livros ótimos que já existem, os 7 filmes maravilhosos que já saíram do cinema e estão na prateleira de casa e ir correndo para o cinema ver a segunda parte de ''As Relíquias da Morte''. 

E quem for fã mesmo, amar os 3 personagens principais e tem certeza que vai chorar durante esse filme inteiro, um aviso.


Efeitos colaterais ao ver Harry Potter 7, Parte 2, podem e vão incluir em sua maioria choro, fungação, rolar no chão, gritar 'por quê?' com todo o ar dos seus pulmões, implorar à J.K. Rowling para fazer outro livro, negar que acabou, exigir sua carta de Hogwarts atrasada, raiva, depressão, uma vida de lembranças da sua infância, perguntar-se como a vida pode continuar, relacionar tudo à Harry Potter, de alguma forma; re-reler todos os 7 livros inúmeras vezes, rever os 8 filmes inúmeras vezes, náusea, trauma psicológico, ir ao mundo de Harry Potter, visitar o castelo Alnwick, procurar pelas Relíquias da Morte, assistir notícias para os suspeitos e possíveis eventos relacionados com magia, retratação, falar sobre mágica, comer doces mágicos, correr com velocidade à parece de tijolos entre as plataformas 9 e 10; e dizer adeus à uma era de magia e bruxaria.


E um bom lenço para secar suas lágrimas.

- Ai meu Deus! Essa parte. Essa parte!
- Cara, é só o logo da Warner Bros.
- EU SEEEEEEI.
UPDATE

Harry Potter em 99 segundos



give me some poison, baby!

domingo, 17 de julho de 2011

Inspire-se: meia-calça

- por Fer
Já faz tempo que as meias-calças invadiram o closed de praticamente todas as garotas. Seja verão, inverno, outono ou primavera, as queridinhas sempre têm seu lugar garantido debaixo de saias, vestidos ou shorts.
Percebam que há alguns anos as meias-calças serviam apenas para dar aquela uniformizada na pele na sua perna, esconder machucados e claro, ajudavam a esquentar nos dias frios. Qualquer coisa além disso era considerado punk, rebelde ou promíscuo (vide meia arrastão). Ainda bem que nossos conceitos mudam, não é mesmo? A sociedade atual tem a mente mais aberta a novas ideias, aceita novos conceitos mais facilmente. Foi assim que as meias-calças ganharam cada vez mais espaço nas vitrines das lojas. E melhor ainda: hoje elas são símbolos de estilo.
A meia-calça preta é um item totalmente neutro. Se você ainda não se sente à vontade para arriscar, se joga nela! Afinal: preto é sempre preto. É básico, é fácil, é coringa. Não tem erro. Porém, não posso falar o mesmo da meia-calça cor da pele. Sabem, nunca me dei bem com elas. Até porque, elas só funcionam com quem tem a pele bem no tom do fio da meia, o que não é nem nunca foi o meu caso. Por isso, cuidado para não parecer que você tomou sol só nas pernas, hein? Equilíbrio é a palavra da vez.
O bom dessa tendência (que já está e vai ficar por muito, muito tempo!) de usar e abusar da meia-calça é que, com isso, elas ganharam um up! Modelos cada vez mais inusitados estão aparecendo. Rendas nos mais variados tipos. Detalhes. Corações. Laços. Cores. Listras. Poás. Prints. Floral. Está tudo liberado!
Outro modelo que está voltando a aparecer são as meias 7/8, aquelas que cobrem só até o joelho. Lembram daqueles modelos usados por estudantes nas escolas uniformizadas de antigamente (com saia de pregas, gravatinha e tudo mais)? Essas mesmas! Dá aquele arzinho de delicadeza, acho fofo. E elas ficam muito bem quando combinadas com outras meias por baixo (vide próxima foto).
O único problema da meia-calça é que qualquer puxadinha de fio já é suficiente para rasgar. Por isso, se você quiser manter a sua meia intacta, tome cuidado com aonde senta ou encosta sua perna. Mas, se alguns rasgadinhos não te incomodam, continue usando! Apesar de o look ficar mais pesado, mais rocker, ainda pode dar certo. Enfim, vai do gosto de quem usa.
Nossas queridinhas vão bem com quase tudo, como vocês podem ver nas fotos desse post. Como já disse antes, você só precisa ter uma básica noção de equilíbrio entre as peças do seu look, para que não ficar over demais. Portanto, minha única ressalva é para quem tem as pernas mais grossas: prefira os modelos mais neutros, já que estampas podem aumentar ainda mais o tamanho da sua coxa. No mais: use e abuse!

give me some poison, baby!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Sofrimento Real

- por Nanda


Ontem, numa sessão ''vamos assistir filmes da Disney'' com as amigas, percebi que as princesas da Disney sempre choram e sofrem e depois que acham os seus respectivos príncipes, suas vidas são transformadas. E aí é que entra o ''E eles viveram felizes para sempre''. E por elas acharem a felicidade somente depois de encontrar o amor da sua vida, muita gente acha que elas estavam tristes por falta de homem, quando, na realidade, é uma coisa muita mais complicada do que isso. As princesas choram e sofrem, mas não é por amor.


Bela chora porque ela desistiu de sua vida para proteger seu pai. Ela poderia ter casado com Gaston e deixar que ele fosse seu Príncipe Encantado porque tudo o que era preciso era ''ficar esperando'' mas ela não fez isso. Ela poderia ter passado o resto da sua vida na torre para proteger seu pai e deixar ele fora do castelo da Fera.

Ariel estava chorando porque ela sentiu que não era boa o suficiente para seu pai. Ela se sentia estranha e gostava de colecionar coisas. E claro, uma dessas ''coisas'' era o príncipe, mas ela era a ovelha negra da família. E isso a fez chorar também.

Jasmine, se você se lembra, estava sendo forçada a se casar com alguém que ela não amava. E depois foi forçada a se casar com Jafar, quando ela queria nada mais do que ver o mundo além das paredes do castelo. Isso não é ''esperar pelo príncipe encantado'' - ela não queria se casar.

Aurora estava chorando porque ela descobriu que sua vida inteira era uma mentira. E claro, ela descobriu que era uma princesa, mas não seria demais ter descoberto isso no seu aniversário de 16 anos? Não só no dia que ela conheceu o primeiro homem na sua vida, mas que ela foi tirada da sua casa, no escuro da noite, e colocada numa vida completamente nova.

Cinderella foi privada de tudo a sua vida inteira e forçada à servir sua madrasta. A única noite que ela poderia fazer uma coisa por ela mesma, ter uma chance, se tornou um desastre. Ela não esperou o príncipe encantado, ela estava tentando viver uma vida que sabia que merecia.

Tiana chorou porque tudo o que ela havia construído poderia ter sido em vão. O sonho da vida dela era construir um restaurante. Ela desistiu de sua vida para trabalhar e conseguir realizar esse sonho.

Branca de Neve chorou quando sua madrasta mandou que a matassem. Ela era indesejada em sua própria casa. E então fugiu para a floresta e ainda assim sua madrasta foi atrás dela para tentar matá-la uma segunda vez.

Pocahontas só tentava salvar sua tribo, sua terra, sua família de uma guerra inútil pelo ouro que os ingleses procuravam, que nem existia. Tudo o que ela fez foi seguir seus instintos.


Moral da História: só porque você chora, só porque você se machuca, só porque você é uma garota e está expressando emoções não quer dizer que seja por um garoto.

give me some poison, baby!